26 de Junho de 2021

As Gibson Girls



MARIA ALICE XIMENES
CEO | Bureau Moda & Mercado


Reprodução

As Gibson Girls foram um ideal de beleza criado em 1890 pelo artista gráfico Charles Danna Gibson. No início do século XX foram muito copiadas pelas americanas devido às publicações em revistas, como Harpper´s Bazaar e Vogue. As Gibson não ficaram limitadas aos EUA, estiveram presentes também na Europa, eram conhecidas pelo estilo aventureiro ou maneira de agir por conta própria (Wikimedia Commons) e também foram conhecidas como sufragistas. Suas principais características apontavam para mulheres independentes e ativistas sociais, representavam coragem e força. Fisicamente eram longilíneas e de cintura fina, com nariz e boca pequenos, mas olhos grandes e expressivos. Se vestiam elegantemente, com uma pitada de estilo Amazona (copiavam o porte, o estilo de penteado e as roupas das amazonas populares). Elas nunca se declararam feministas, mas sinalizavam sua posição favorável em relação aos avanços, eram modernas e decididas, se davam o direito de escolher não casar, lutaram pelo direito ao voto, agiram em favor dos ideais sociais das mulheres. "Não necessariamente compromissadas com ideais feministas, sinalizavam sua posição sobre avanços tecnológicos, reformas sociais e igualdade política, cultura do consumo e defesa dos direitos dos negros, dos imigrantes e dos homossexuais", diz Martha H. Patterson, autora de Beyond The Gibson Girl: Reimagining The American New Woman, 1895-1915 ("Além da Garota Gibson: reimaginando a nova mulher americana"). Uma personagem que representa muito bem o exemplo das Gibson Girls é a Rose do filme “Titanic”, pois é contrária as imposições ditatoriais do período, Jane Porter de Tarzan, Entre Dois Amores (1985), de Sydney Pollack, que narra a vida de uma garota que se muda em 1913 para uma fazenda no Quênia e se apaixona por um caçador de marfim. "Karen Blixen gostaria de estar em casa com a senhorita Jane Porter. São personagens respeitosas, emocionantes e cativantes de dois dos contos mais conhecidos e contados do século passado", observa Robin Maxwell, autora de Jane: The Woman Who Loved Tarzan ("Jane: A mulher que amou Tarzan"). As Gibson Girls eram uma ameaça e afronta à educação e cultura do período , muitas vezes pela impossibilidade de serem domadas eram enviadas para internatos. Seus hábitos eram muito contrários da "boa-moça" da época, frequentavam círculos literários ou aristocráticos e escolas de arte, como a Souls, a Wiener Werkestäte e o Grupo de Bloomsbury. Nos finais de semana, saíam para assistir corridas de cavalos e comprar romances sobre milionárias sul-africanas e dançarinas orientais. Porém, elas representaram força e comportamento empoderado para muitas mulheres e que podem se inspirar até hoje! Particularmente penso que precisamos de mais Gibson Girls...
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