04 de Janeiro de 2021

Biquíni e a explosão na moda



BEATRIZ BERTASSI
Colunista | Bureau Moda & Mercado

De cintura alta ou baixa, estampados ou lisos, os biquínis são queridos pelas mulheres no Brasil e no mundo a fora durante a temporada de verão. Mas o traje de praia passou por grandes mudanças desde o início do século XX. Em 1907, a nadadora australiana Annette Kellerman foi presa em Boston por vestir roupas de banho justas, mesmo que estivesse coberta dos pés ao pescoço. Na década de 1930 exibir as costas já se tornava mais comum, enquanto Claire McCardell, estilista conhecida pelos trajes esportivos, passou a aderir o conjunto de duas peças em suas coleções. O Código Hays, regras impostas em Hollywood a partir de 1934, proibia a exposição do umbigo em filmes, assim os figurinos para cenas em balneários apresentavam cinturas bem alta.


Reprodução

Foi no verão de 1946 que nasceu o Le Bikini de Louis Réard, visto alguns dias depois que os EUA detonaram um dispositivo nuclear sobre o atol de Bikini. Devido o tamanho proporcional da explosão e do choque social causado, o conjunto foi igualmente nomeado. Nessa época, foi considerado muito provocante e de exposição do corpo feminino pela a grande maioria da população conservadora e até mesmo proibido em algumas praias.


Reprodução

Só nos anos 60 é que o biquíni realmente alcançou seu devido lugar. Eternizado pela cena do filme 007, em que Ursula Andress surge do mar em um biquíni branco, a década formada por uma juventude babyboomer, que protestava contra a guerra do Vietnã e levantava bandeiras de paz e amor se apropriou da liberdade dos corpos femininos em trajes de banho, tornando o biquíni a perfeita escolha das mulheres jovens.


Ursula Andress, 007/Reprodução

A história do biquíni reflete a história do corpo, da censura e dos direitos feministas conquistados ao longo das décadas. Ainda hoje, muitas mulheres se privam de usá-los em função da preocupação da estética e do padrão de beleza estipulado pelo marketing de consumo. Mais do que o símbolo do olhar objetificante enraizado pelas gerações passadas, essa peça representa a ousada afirmação da liberdade da indumentária feminina.


Catwalk Spring 2021 - Versace, Dion Lee, Celine/Divulgação

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